Um Eclipse Diferente.

Em seu movimento orbital em volta da Terra, a Lua ocasionalmente passa em frente a outros astros, ocultando-os. O eclipse solar é certamente o tipo mais popular de ocultação e ocorre quando a Lua nova passa em frente ao Sol.

Mas estrelas, planetas e outros corpos celestes também podem ser ocultados pela Lua. Na madrugada do dia 09 de agosto registramos a ocultação e o reaparecimento do planeta Marte.

Ocultação do planeta Marte pela Lua, em 09/08.
[imagem: Wandeclayt M./Céu Profundo/Observatório da UNIVAP]

Há também ocultações de estrelas por planetas, planetas anões e asteroides. A observação desses eventos é de grande interesse para a astronomia. Importantes dados dos objetos envolvidos podem ser revelados durante uma ocultação: presença e composição de atmosfera, presença de anéis, tamanho e geometria.

A presença de um anel em torno de Haumea foi detectada na observação da ocultação de uma estrela pelo planeta anão. O estudo publicado em 2017 na revista Nature (doi:10.1038/nature24051) teve participação de pesquisadores brasileiros. [imagem: Otiz, et al. Nature]

Mas assim como num eclipse, é preciso estar no lugar certo e na hora certa para poder observar o evento. É por isso que a disponibilidade e mobilidade dos astrônomos amadores é fundamental para garantir a observação de eventos que nem sempre são visíveis a partir de observatórios profissionais.

A IOTA (International Occultation Timing Association) é uma organização que congrega observadores de ocultações e eclipses, prevê ocultações e reúne dados de observações de todo o mundo. Quer acompanhar a próxima ocultação visível em sua cidade? Fique de olho nas previsões na página da IOTA e acompanhe nossas dicas de observação aqui e nas redes sociais.

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